de que todos falam como se de um hino da nova geração se tratasse - alguns parecem mesmo querer elevá-la ao estatuto de canção de protesto -, aconselho a leitura
deste texto do (sempre pertinente) João Lopes. Fazendo eu parte dessa nova geração, não sinto qualquer empatia com a canção e acho-a mesmo um daqueles fenómenos criados apenas para gerar uma determinada reacção imediata que, como tal, não durará muito mais do que isso.
12 comentários:
Não te identificas com a letra? Sem dúvida que é uma canção de protesto duma geração não, mas de várias! Acho intelectualmente pouco rigoroso estares a negar o óbvio. Tal como o João, estás a basear-te num gosto pessoal e a negar o efeito massivo da canção. Hoje passou numa TV em Espanha. Eu cá acho bem o contrário. Pelo que conheço da música dos Deolinda, daqui a 20 anos falamos. Pode ser?
Está apostado.
Apostado! E levo-te a um concerto deles e depois falamos quanto ao gosto... ok?
Daqui a 20 anos imagino que a banda já não exista, pelo menos como existe agora.
E atenção que não disse que não gostava, nem sequer que a música não retrata a realidade (são factos). Apenas não a vejo como música de intervenção ou protesto. Se não fosse a Internet, como diz JL, talvez ninguém falasse dela.
A letra e a interpretação são fortes demais para deixar alguém indiferente.... mas... agora chamas-te Maya?
Por mim, desejo-lhes uma vida longa.
Completamente de acordo. Detesto Deolinda, é uma das bandas mais pretensiosamente irritantes que ouvi em toda a minha vida. Aquilo é mau. Ponto. E o facto de haver uma geração (ou 2, ou 3...) que se tenham de rever numa canção deles - que concedo, tem uma letra bem esgalhada, o pior é o resto - é bem o estado a que isto chegou...
Obrigada, Pedro. Começava a achar que o problema estava em mim.
Ah, finalmente! Eu também acho, como o Pedro, que os Deolinda são a coisa mais pretensiosamente irritante que surgiu nos últimos tempos. Não os posso ouvir. Já vi que toda a gente fala agora dessa tal canção mas, como diria o outro, "não (ou)vi e não gostei".
Acho que a discussão não devia cair só na letra. Gostando ou não, identificando-nos ou não é um facto que a nossa geração é quieta. Na minha opinião é bom que se abra o debate nem que seja para todos ficarmos mais Ativos e deixarmos de ficar presos a uma geração de coitados.
Marketing.
O sentido de oportunidade e perseverança da carneirada é volúvel, todos sabemos disso...
Outra coisa que também se pratica com furor neste país de brandos costumes: o lamento!
Acerca deste assunto transcrevo um post que coloquei no meu facebook:
"[...] E pergunto-me qual será a percentagem de pessoas que - identificando-se com a música - mandam SMSs, twittes ou posts no facebook e que foram votar... vá lá - para não ser chato - nas últimas eleições presidenciais, legislativas e autárquicas. Pronto. Só nestas.... para conseguirmos ter expressividade numérica =) "
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