O meu sobrinho mais velho tem futuro no
bas-fond. Detectámos os primeiros sinais há cerca de dois anos com as cartas dos Gormiti. De cada vez que a minha mãe chegava à escola para o ir buscar lá estava ele e o seu grupo underground num qualquer recanto do recreio a transaccionar figuras. "Troco este por três dessas". Agora o tráfico é com cromos de jogadores de futebol. O que interessa não é preencher a caderneta, mas conseguir repetições de cromos difíceis e valiosos. "Epá, saiu-te mais um craque", diz ao irmão mais novo com um olhar maquiavélico. E logo começa a pensar na melhor estratégia de lho sacar. Normalmente consegue, até porque o mais pequeno só acha piada ao rasgar das saquetas, e ficam garantidos novos encontros clandestinos nos corredores da escola. Felizmente tem jeito para outras coisas também.
0 comentários:
Enviar um comentário