Uma coisa que me chateia a sério é o facto de o uso popular de palavras mal ditas, tal como perca em vez de perda ou vista em vez de olhos, acabar por ditar a sua entrada para o léxico devido à repetição insistente do erro. E tremo de pensar no dia em que passaremos a poder dizer também "cambria" em vez de cãibra.
Não os podendo vencer, acho que mais valia deixá-los a falar sozinhos.
Telfast
Há 5 horas

2 comentários:
Aaaah como te compreendo...
Tem sido uma luta herculeana tentar alertar as pessoas com quem trabalho (há mais, mas estas têm de levar comigo 8h/dia :) para os erros populares.
E o que mais me irrita é a tentativa de contra-argumentação oca e inconsequente com que respondem ao alerta para corrigirem.
Desespero ao ouvir conjugar o verbo haver no plural em situações como "dantes haviam muitas coisas"; a utilizarem erradamente a conjugação dos verbos no irregular com ter/haver, como "tinham morto" em vez de "tinham matado" ou "tinham impresso" em vez de "tinham imprimido"; expressões erradas como "derivado a" em vez de "devido a", que é um duplo brinde, porque na realidade quando bem empregue deveria ser "derivado de", enfim...
Mas como te digo, pior do que os erros são as estúpidas argumentações. Parece que há um prazer enorme em defender o medíocre para que se possa passar a estar coberto pelo manto da anonimato do número.
IRRITA-ME! =)
Já agora, dentro de tanta minundência, quando dia "bem empregue" deveria dizer "bem empregado", uma vez que empregue não existe.
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