Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Platão e improbabilidades

Enquanto adolescente, nunca fui de paixões platónicas. Pelo menos nunca daquelas realmente irreais e impossíveis de concretizar, por cantores ou actores de cinema. Lembro-me que a minha irmã teve algumas. Uma delas foi pelo Starbuck, da Galáctica, que, num exercício de imaginação como só na adolescência podemos fazer, ela imaginava encontrar quando um dia fosse viver para LA com a sua melhor amiga, que morria de amores pelo companheiro espacial Apollo. Acho que o encontro imaginado aconteceria num supermercado e com elas a andar de patins. Eu, como irmã seis anos mais nova, achava tudo aquilo o máximo e torcia por elas, mesmo que não percebesse bem qual a piada daqueles dois. Mas realmente nunca encontrei nenhuma personagem que me interessasse a esse ponto. Nem a esse ponto nem sequer a ponto de colar cartazes no quarto ou forrar dossiers. E também os ditos "borrachos" me passaram sempre ao lado. Tom Cruises e Rob Lowes nunca me disseram nada. Antes pelo contrário, sempre preferi os mais improváveis. Aqueles que mais ninguém sequer considerava. Em séries ou filmes, normalmente não era o protagonista que me prendia a atenção, mas antes o amigo (supostamente) desengraçado. Este penso ter descoberto no filme Something Wild, de 1986.


3 comentários:

Anónimo disse...

E tenho a dizer-te mana que o "meu Platão" era, na minha cabeça, altamente provável (mesmo com uns patins!).
Bjs.

Tolan disse...

A maior panca de tv que tive, inexplicável, foi pela Vicky do Barco do Amor. Era miúdo e ela era 1 ou 2 anos mais velha (sempre preferi mulheres maduras). Depois só tive outra panca, pela Alyssa Milano naquela série cómica com o Tony Danza.

Ana disse...

Epá, a Vicky do Barco do Amor já me parece demais. Parecia uma mistura de mulher/rapaz presa no corpo de uma criança. Conseguiste ganhar-me.

 
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